ISSN 1806-9312  
Sexta, 14 de Junho de 2024
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2412 - Vol. 59 / Edição 3 / Período: Julho - Setembro de 1993
Seção: Como eu trato Páginas: 219 a 219
Como eu trato polipose nasal.
Autor(es):
* Alfredo Rafael Dell'Aringa

A polipose nasal constitui-se em uma das mais importantes causas de obstrução nasal, tanto em crianças como em adultos. Seus primeiros relatos aparecem desde os primórdios da Medicina, sendo o tratamento de escolha fundamentalmente cirúrgico. Entretanto sabemos do grande problema que enfrentamos na maioria dos pacientes onde é grande o número de recidivas. Atualmente dispomos de vários procedimentos que vêm facilitar o sucesso da intervenção cirúrgica, chegando-se até em alguns casos a conseguirmos um razoável controle somente com tratamento clínico, principalmente em pacientes com grande risco cirúrgico e crianças. Nossa conduta inicial nos casos de obstrução nasal por uma massa tumoral é a realização de biópsia para confirmação do diagnóstico. Posteriormente realizamos todos os exames de rotina, dando-se ênfase especial para a pesquisa de fatores alérgicos, que como sabemos têm uma importância etiológica importante nas poliposes. Quando socialmente possível realizamos uma tomografia computadorizada para identificação da implantação (seio para nasal, mucosa septal), condições das paredes ósseas, e outras patologias associadas (desvios de septo nasal, aumento da bula etmoidal, etc), Após termos todos os dados em mãos iniciamos um tratamento clínico que consta de, 1- Por Via Oral com Maleato de Dexbromofeniramina, Sulfato de Pseudoefedrina, 1 a 2 comprimidos/dia. 2- Por Via Sistêmica com 02 amp. de Acetato de Metilpredinisolona, aplicando-se 01 fr. IM de 10 em 10 dias. 3- E finalmente por Via Tópica com 21 Fosfato Dissódico de Dexametasona, Sulfato de Neomicina e Cloridrato de Fenilefrina, fazendo-se nebulização somente na narina comprometida 2 ou 3 vezes/dia, Realizamos este esquema no mínimo por 20 dias e realizamos a seguir nova avaliação. Dependendo da resposta, que em grande número de casos costuma ser satisfatória, tomamos a conduta final de continuarmos com um tratamento conservador ou se necessário uma abordagem cirúrgica, aí já com melhores condições tanto da diminuição do processo inflamatório como também do volume da massa polipóide, podendo-se então adotar a técnica mais adequada (cirurgia convencional, combinada com sinusectomia ou endoscópica). Em nossa experiência achamos de grande valia a tentativa inicialmente do tratamento clínico, para posterior indicação se necessário do tratamento cirúrgico. Em resumo vale destacar que em virtude de termos um grande componente de fundo alérgico e uma grande possibilidade de recidiva, nesses casos o início do tratamento com uma conduta conservadora traz grandes benefícios e melhores condições de abordagem no tratamento das poliposes nasais, destacando-se a importância em crianças de baixa idade e pacientes com risco cirúrgico alto.




* Pós-Graduando da FMUSP a Nível de Doutorado. Médico Assistente da Disciplina de Otorrinolaringologia da FAMEMA.
Indexações: MEDLINE, Exerpta Medica, Lilacs (Index Medicus Latinoamericano), SciELO (Scientific Electronic Library Online)
Classificação CAPES: Qualis Nacional A, Qualis Internacional C


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