ISSN 1806-9312  
Sexta, 14 de Junho de 2024
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2365 - Vol. 58 / Edição 1 / Período: Janeiro - Março de 1992
Seção: Artigos Originais Páginas: 36 a 51
VETOELETRONISTAGMOGRAFIA: Análise dos limiares de aceleração dos nistagmos horizontais, oblíquos, verticais e rotatórios à prova rotatória pendular decrescente.
Autor(es):
Colafêmina, J.F. *
Grellet, M **

Palavras-chave: Vetoeletronistagmografia - limiares dos nistagmos horizontais, oblíquos, verticais e rotatórios, prova rotatória pendular decrescente

Keywords: Vectoelectronystagmography - threshold horizontal, oblique, vertical, rotatory nystagmus. Decrescent rotatory pendular test

Resumo: Neste estudo nós usamos a prova rotatória pendular decrescente e comparamos as respostas nistágnicas dos canais semicirculares horizontais com as do canal semicircular vertical. Com a cabeça nas diferentes posições nós obtivemos nistagmos oblíquos vertical rotatório. Nós comparamos os limiares de um lado em relação ao outro. Estes valores foram também comparados com as respostas dos canais horizontais. Nós observamos que o canal semicircular horizontal pareceu mais sensível que os canais semicirculares verticais.

Abstract: In this study we used the decrescent rotatory pendular test to compair the nystagmic responses of the horizontal canal with that of the vertical canal. With the head in different positions we obtained oblique, vertical and rotatory nystagmus We compared the thresholds from one side in relation to the other side. These values were also compared with the responses of the horizontal canals. We observed that the horizontal semicircular canals were more sensitive than the vertical ones.

INTRODUÇÃO

I- Considerações dos limiares de estimulação nistágmica e os limiares de aceleração para os canais horizontais:

Gernandt (1959) cita os mais baixos valores publicados para os limiares humanos. São da ordem de 0,2°/S2 e 0,5° S2. Os limiares de sensação de rotação foram primeiramente determinados por Mach (1875) em que a aceleração era imprimida pela torção de dois cabos suspensos. Ele calculou valores dos limiares ao redor de 2°/S2 e 3°/S2.

Limiar para percepção de aceleração tem sido estudado por vários métodos: cadeira giratória, rotação pendular e tempo após sensação, Gernandt (1959).

Hilding (1953) para a obtenção do limiar perceptível usava métodos que partia da aceleração de 0,25°/S2 e ia aumentando até a percepção de rotação encontrando limiar de 0,25°/S2 a 3°/S2. Em 80 dos casos o limiar perceptível estava em torno de 0,75°/S2 a 1°/S2. Com outros métodos encontrou-se alteração de aceleração em 1°/S2 em 70% dos casos.

Montandon e Russbach (1954) determinaram o limiar e o mínimo perceptível por meio de um quarto giratório, o qual poderia ser acelerado por um período prolongado. Encontraram os valores de 0,8°/S2 para ambas as reações.

O proposto teste limiar rotatório (T.L.R) principalmente determinado por Montandon (1954,1956) mostrou o valor acelerado mínimo de 1°/S` com limiar normal de estimulação nistágnica.
Russbach (1955) encontrou um valor médio para a aceleração limiar de 0,77°/S2 cujos extremos foram 0,77°/S2 a 0,91°/2.

Fumeaux (1958) com estimulação giratória com aceleração constante encontrou limiar mínimo de aceleração com média de 0,92°/S 2 cujos valores extremos foram de 0,76°/S2 a 1,08°/S2.
Montandon e cols. (1971) fazendo comparações de prova giratória com aceleração constante e prova rotatória pendular decrescente verificaram que os valores dos limiares obtidos pelos testes pendulares decrescentes são bem mais elevados que os obtidos com testes giratórios à aceleração constante.

Van de Calseyde e cols (1969) não valorizaram o limiar subjetivo (limiar de sensação de rotação) e encontraram, usando o teste rotatório pendular decrescente, limiar nistágmico de 0,6°/S2 a 2°/S2.
Greiner e cot. (1963) também utilizaram as provas rotatórias e encontraram valores de 1°/S2 a 1,5°/S2 em adultos para as estimulações do limiar nistágmcco.

I I- Considerações sobre a Prova Rotatória Pendular Decrescente em função das estimulações dos canais verticais e os respectivos limiares de respostas nistágmicas:

Como temos visto, vastas são as publicações existentes a respeito dos resultados obtidos pelas estimulações dos canais horizontais c muito pouco se tem feito em relação aos canais verticais, devido talvez às exigências para sua estimulação e registro bem mais complexos, e daí restringindo o estudo das funções vestibulares dos canais verticais.

Fischer (1933) avaliado o nistagmo pós-operatório dos canais verticais em seres humanos encontrou uma duração menor em relação aos canais semicirculares horizontais.

Jongkces (1953) não observou diferenças quanto à duração da resposta nistágmica dos canais semicirculares verticais em relação à resposta nistágmica dos canais semicirculares horizontais.
Arlans (1955) através de provas rotatórias encontrou para duração, valores menores para os canais semicirculares verticais, quando comparados com a duração da resposta nistágmica dos canais semicirculares horizontais.

Aschan e Slahale (1956) estudando os canais semicirculares horizontais em pombos encontraram valores quanto à duração e freqüência, maiores para os canais semicirculares horizontais do que para os canais verticais, e sugerem que os limiares de respostas nistágmicas devem ser mais elevados para os canais semicirculares verticais do que para os horizontais.

Collins e Guerdry (1967) estudando os valores das respostas nistágmicas primárias e o nistagmo secundário para os canais verticais e horizontais, verificaram valores menores para os canais semicirculares verticais.

Fluur e Mendel (1964) supõem que os limiares dos canais verticais apresentam valores mais elevados que os valores de respostas nistágmicas dos canais semicirculares horizontais.
III- Estimulação dos canais verticais:

Oramas (1972), segundo Mangabeira Albernaz e Ganança (1976), realizou estudos do nistagmo per-rotatório com a cabeça a 60° para trás e 45° para a direita, e 60° para trás e 45° para a esquerda com a finalidade de estimular isoladamente apenas um canal vertical de um ou de outro lado, obtendo-se assim um nistagmo resultante oblíquo, fronto-sagital de direção variável, segundo a posição da cabeça e o sentido de rotação. Neste estudo avaliou o mecanismo de compensação central dos canais semicirculares horizontais e verticais verificando que a compensação central dos canais verticais quase não se processa ou ocorre com um tempo mais prolongado do que os canais semicirculares horizontais.

1V- Considerações sobre vetocletronistagmografia obtidos através da estimulação dos canais semicirculares:

Para o registro dos movimentos horizontais, oblíquos, verticais e rotatórios ou horizonto-rotatório à vetoeletronistagmografia de Padovan e Pansini (1972) e Pansini e Padovan (1969) utilizaram três eletródios ativos bipolares. Em nosso trabalho bem como os de Ganança e Mangabeira Albernaz foram utilizados seis eletródios ativos.

Mangabeira Albernaz e Ganança (1976) utilizando a vetoeletronistagmografia mostraram seus primeiros traçados referentes aos canais semicirculares horizontais e verticais, em indivíduos normais e nas patologias vestibulares periféricas e centrais.

Ganança (1980) utilizando a prova rotatória pendular decrescente cita que cerca de 30% dos casos normais com vetoeletronistagmografia apresentaram nistagmo obliquo com a estimulação dos canais horizontais.

Mangabeira Albernaz Filho (1980) realizando estudo com a vetoeletronistagmografia através da prova calórica estimulando os canais semicirculares horizontais observou nistagmo oblíquo em 85% dos casos estudados.

MATERIAL E MÉTODO

Analisamos 20 indivíduos normais cuja faixa etária foi de 18 a 65 anos, subdivididos em 2 faixas etárias: a de jovens de 18 a 30 anos e a de adultos de 31 a 65 anos, com objetivo de verificar se ocorriam diferenças significativas quanto às respostas nistágmicas horizontais c verticais entre as faixas etárias estudadas.

Foram atendidos esses indivíduos no setor de Otoneurologia da Disciplina de Otorrinolaringologia do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da F.M.R.P., USP. Trata-se de um grupo de indivíduos que não apresentaram quaisquer distúrbios otorrinolaringológcose oftalmológicos.
No exame pesquisavam-se os pares cranianos, movimentos reacionais, coordenação muscular, equilíbrio estático e dinâmico e a observação dos nistagmos sem e com registros eletronistagmográfcos, e a seguir o paciente era submetido à prova rotatória pendular decrescente.

Os pacientes foram submetidos à prova Rotatória Pendular Decrescente no Ototest-Alvar Eletronic tipo Otógrafor IV-2-TR, o qual possui conjunto estimulador e de registro com amplificador e um conjunto registrador. A calibração foi realizada com a régua de Barany ou régua de calibração. Utilizamos eletrodos originais do aparelho com diâmetro de 11 milímetros, constituído de prata e cloreto de prata (AgAgCI), sendo 8 eletródios ativos e 3 neutros. Os eletródios foram dispostos de tal modo a formar 3 derivações segundo as técnicas de Ganança e Mangabeira Albernaz, a qual difere da técnica empregada por Padovan e Pansini que utilizaram três eletródios bipolares ativos (4 temporais e 2 frontais) para constituir as 3 derivações da vctoeletronistagmografia e mais um eletródoo indiferente frontal "terra".

Iniciamos assim, após a avaliação dos cletródios a calibração com as mesmas técnicas empregadas pelo método de Pansini e Padovan e adotados por Ganança e Mangabeira Albernaz cuja derivação I apresenta uma amplitude de 10 mm para 10°, e as demais derivações apresentam calibração com amplitude de 5mm para 10° de desvios dos olhos fazendo-se dessa maneira a calibração horizontal vertical e oblíqua.
I- Pesquisa do nistagmo horizontal e seus limiares:

Com a cabeça fletida a 30' para a frente, com os olhos fechados nesta posição, os canais semicirculares horizontais situam-se no plano horizontal de rotação da cadeira. Apagávamos a luz da sala de exame e pedíamos ao paciente para fechar os olhos.

Para o registro de possíveis nístagmos espontâneos o examinado olhava para um ponto à sua frente e realizava cálculos matemáticos em ordem decrescente para evitar o fator inibitório cortical dos núcleos vestibulares. O papel corria a uma velocidade de 10 mm/seg.

II- Pesquisa dó nistagmo oblíquo e os limiares de resposta nistágmica:

Com a cabeça nas duas posições primeiramente 60° para trás e 45° para a direita, e após 60° para trás e 45° esquerda, estimulávamos isoladamente os canais verticais obtendo-se um nistagmo resultante oblíquo (Oramas,1972; Crow, Brow e Quix). Desse modo com a cabeça a 60° para trás e 45° para a direita, estimulávamos isoladamente os canais superior direito (S.D.) e posterior direito (P.D.) no sentido anti-horário e horário. Figuras 1 e 2.

Na estimulação com a cabeça 60° para trás e 45° para esquerda, estimulavam o canal P.D. e S.E. mais paralelo agora a derivação III perpendicular a derivação 11. Figuras 3 e 4.

III- Pesquisa do nistagmo vertical e os limiares de respostas nistágmicas:

Com a cabeça lateralizada à direita, estimulamos simultaneamente os dois canais superiores no sentido de rotação anti-horário e os dois posteriores no sentido de rotação horária obtendo-se resposta nistágmica vertical. Figura 5 e 6.



FIGURAS 1 e 2 - Representação esquemática do nistagmo oblíquo pela estimulação isolada do canal superior direito e posterior esquerdo conforme a rotação horário e anti-horário.



FIGURAS 3 e 4 - Representação esquemática do nistagmo oblíquo pela estimulação isolada do canal semicircular posterior direito e superior esquerdo conforme a rotação horário e anti-horário.



FIGURAS 5 e 6 - Representação esquemática do vertical com a cabeça lateralizada à direita pela estimulação dos canais superiores e posteriores devido ao sentido de estimulação horária e anti-horária.



FIGURAS 7 e 8 - Representação do nistagmo vertical com a cabeça lateralizada à esquerda pela estimulação dos canais semicirculares posteriores e superiores devido à estimulação anti-horária e horária.



Com a cabeça lateralizada à esquerda, estimulávamos principalmente no sentido anti-horário os dois canais posteriores simultaneamente e no sentido horário os dois canais superiores. Figuras 7 e 8.
IV- Pesquisa do nistagmo rotatório e seus limiares de resposta nistágmica:

Com a cabeça 60° para trás, sem inclinações laterais, estimulamos simultaneamente os 3 canais semicirculares produzindo nistagmo rotatório no sentido anti-horário. Desse modo foram estimulados o canal superior e posterior esquerdo e o horizontal esquerdo resultando nistagmo rotatório no sentido anti-horário com a componente rápida para baixo.

No sentido horário foram estimulados o canal superior direito, posterior direito e horizontal direito resultando nistagmo rotatório com componentes para cima (fig. 9).

RESULTADO

Análise dos limiares de freqüência nistágmica para os nistagmos: horizontal, obliquo com a cabeça 60° para trás e 45° à direita ou para à esquerda vertical com a cabeça lateralizada a direita ou para a esquerda e o nistagmo rotatório.

As respostas de freqüência a nistágmicas através da vetoeletronistagmografia na análise dos limiares do nistagmo horizontal, oblíquo obtido com a cabeça a 60°para trás e 45° a direita ou à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita ou à esquerda e para o nistagmo rotatório no grupo de jovens de 18 a 30 anos podem ser observados na Tabela 1.

Os valores dos limiares de freqüência nistágmicas na análise dos limiares do nistagmo horizontal, oblíquo obtido com a cabeça a 60° para trás e 45° à direita ou esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita ou à esquerda e para o nistagmo rotatório para o grupo de adultos de 31 a 65 anos de idade podem ser observados na tabela II.

Na análise do nistagmo vertical, com a cabeça lateralizada à direita os limiares de freqüência de resposta nistágmicas em 5 casos (25%) não obtivemos nistagmo vertical, observando-se entretanto nistagmo oblíquo e desses, apenas 1(5%) tratava-se de nistagmo oblíquo mais paralelo à
derivação II e mais perpendicular à derivação III. Nos demais casos o nistagmo era vertical ligeiramente inclinado. Na análise do nistagmo vertical com a cabeça lateralizada à esquerda, em apenas 2 casos (10%) não obtivemos nistagmo vertical, e em 1 caso (5%) obtivemos nistagmo oblíquo perpendicular à derivação II e paralelo à derivação III.

Análise dos limiares de aceleração angular dos nistagmos horizontal oblíquo com a cabeça 60° para trás e 45° à direita ou para a esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita ou para a esquerda ou rotatória.

No estudo dos limiares de respostas nistágmicas os valores da aceleração para os nistagmos horizontal, oblíquo com a cabeça a 60° para trás e 45° à direita ou esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita ou esquerda e o nistagmo, rotatório obtivemos os seguintes resultados demonstrados na Tabela III.

A representação gráfica da distribuição de freqüência dos limiares de respostas nistágmicas para os nístagmos horizontal, oblíquo com a cabeça lateralizada à direita ou à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita ou à esquerda e na rotatória, observamos nestas distribuições gráficas que as freqüências dos limiares para os nistagmos horizontais apresentam-se com valores bem menores quando comparados com as freqüências dos demais limiares nistágnicos. Figura 10.

Análise estatística entre os limiares do nistagmo horizontal com os demais limiares de aceleração.

Observando a Tabela III nota-se que os valores dos limiares de aceleração do nistagmo horizontal oblíquo com a cabeça à 60° para trás e 45° para a esquerda ou direita, ou vertical com a cabeça lateralizada à direita ou à esquerda e para o nistagmo rotatório, verificamos que os limiares do nistagmo horizontal comparados com os limiares do nistagmo oblíquo obtidos com a cabeça à 60° para trás e 45° para a direita ou esquerda foram significativamente menores quando comparados entre si, não havendo portanto necessidade de aplicarmos testes estatísticos nessas duas colunas para comprovarmos que os limiares do nistagino horizontal são de valores menores que os limiares do nistagmo oblíquo obtidos com a cabeça à 60° para trás e 45° para a direita ou esquerda.

Comparando-se o limiar de aceleração angular do nistagmo oblíquo obtido com a cabeça à 60° para trás e 45° à esquerda obtendo um nistagmo oblíquo mais paralelo à derivação III, com os valores dos limiares de aceleração horizontal observados na, Tabela 111, verificamos que nas acelerações 1,5°S2, 1,6°/S2 e 2,7°/S2 esses valores da aceleração limiar do nistagmo obliquo foram menores do que o limiar de aceleração do nistagmo horizontal. Portanto há necessidade de aplicarmos o teste de Wilcoxon para verificarmos se realmente ocorrem diferenças dos limiares de aceleração do nistagmo horizontal.

Aplicamos para todos os valores da coluna dos limiares de aceleração para o nistagnto obliquo e horizontal o teste da diferença entre os valores pareados pelo método estatístico de Wilcoxon. Comprovando deste modo que os valores dos limiares de aceleração do nistagmo oblíquo obtidos nesta posição da cabeça foram significantemente maiores, T = 14,5 em relação aos limiares de aceleração do nistagmo horizontal. Tabela IV.

Comparando-se os limiares de aceleração horizontal com os limiares de aceleração do nistagmo vertical com a cabeça lateralizada à direita pela estimulação anti-horária dos canais superior direito (SD) e superior esquerdo (SE), e horária com a estimulação dos canais posterior direito (PD) e posterior esquerdo (PE), temos dois valores 2,2°/S2 e 1,5°/S2 menores em relação aos valores correspondentes aos limiares dos nistagmos horizontais. Aplicando-se a análise estatística pelo método de Wilcoxon, com valores pareados revelou valores significantemente maiores T = 15,8 para os limiares de aceleração nistágmica vertical obtidos nessa posição de cabeça, quando comparados aos limiares de aceleração horizontal. Tabela V.

Comparando-se os limiares de aceleração do nistagmo horizontal com os limiares de aceleração do nistagmo vertical com a cabeça lateralizada à esquerda, notamos que os valores 2,6°/S² e 1,8°/S2; 2,2°/S2 e 3,0°/S2 da coluna correspondente ao nistagmo vertical são menores ou iguais aos dos limiares de aceleração do nistagmo horizontal. Empregando-se a análise estatística pelo método de Wilcoxon, obtivemos um valor significantemente maior T = 11 dos limiares de aceleração do nistagmo vertical em relação aos limiares de aceleração do nistagmo horizontal.Tabela VI.

Quanto aos valores obtidos para os limiares do nistagmo rotatório todos eles foram significantemente maiores que os limiares de aceleração do nistagmo horizontal.Tabela III.

A representação gráfica das medianas e as respectivas variabilidades dos limiares de aceleração do nistagmo horizontal obliquo à 60 para trás e 45° à direita ou para a esquerda, vertical e o nistagmo rotatório, analisados através da vetoeletronistagmografia está representada na Figura 11.



FIGURA 9 - Reposta nistágmica rotatória pela estimulação dos canais semicirculares anterior e posterior esquerdo e dos canais semicirculares anterior posterior direito.



TABELA I - Limiares de frequência de respostas nistágmicas dos nistagmos: horizontal, oblíquo 60º para trás e 45º para a direita e à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda e do nistagmo rotatório, em jovens (18 a 30 anos de idade).



TABELA II - Limiares de frequências de respostas nistágmicas dos nistagmos: horizontal, oblíquo 60º para trás e 45º à direita e à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda e o nistagmo rotatório, em adultos (31 a 65 anos de idade).



TABELA III - Limiares de aceleração angular dos nostagmos horizontal, oblíquo 60º para trás e 45º à direita e à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda e do nistagmo rotatório.




FIGURA 10 - Distribuição dos limiares de respostas dos nistágmicas dos nistagmos: horizontal, oblíquo a 60º para trás e 45º para à direita e à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda e do nistagmo rotatório.



DISCUSSÃO

Análise da aceleração máxima no seu período do limiar nistágmico através da eletronistagmografa convencional.

O estudo que realizamos sobre teste limiar rotatório já havia sido bem valorizado por Montandon (1954, 1956, 1961) e Montandon e cols. (1954, 1969 e 1971).

Apesar da diversidade do critério usado por esses autores, como por exemplo, a sensação de rotação, o nistagmo pós-rotatório com extrapolação de um limiar teórico ou nistagmo pós-rotatório de aceleração angular, o valor do limiar foi estabelecido ao redor de 1°/S2. Na obtenção dos valores do limiar de aceleração angular máxima podemos citar: Mulder (1908) 2°/S2; Byus (1910) 1°/S²; Hilding (1953).
Há divergências entre os autores que usavam a prova rotatória fisiológica não pendular e aqueles que usaram as provas rotatórias pendular decrescente. Há também divergências entre os que usaram uma mesma prova.

A primeira determinação do limiar foi de Mach (1875) demonstrando no limiar minimo perceptível para sensação de rotação, valor de 2°/S2 a 3°/S". Montandon e Russbach (1954) determinaram o limiar nistágmico e a sensação de rotação por meio de um quarto giratório que podia ser acelerado mesmo por um período prolongado. Encontraram valores de 0,8°/S2 para ambas as reações.

Russbach (1955) estudou 34 casos encontrando em 95% desses valores entre 0,59 - 0,91°/S² com média de 0,77°/S².

Fumeaux (1958) estudando 108 casos encontrou cm 95% variações entre 0,76 a 1,08°/S2 com valor médio de 0,92./S².

Entre os autores que utilizaram a rotação pendular decrescente, Greiner e cols. (1963) e Conraux e cols. (1970) encontraram variabilidade maior para os limiares de aceleração 2angular máxima, cujos valores extremos foram de 0,5°/S² a 1,5°/S².

Van de Calseyde e cols. (1969) encontraram limiares de aceleração máxima entre 0,5 e 2,1°/S2 apresentando variabilidade maior que os autores citados anteriormente.

Nomura c cols (1972) verificaram limiar nistágmico entre 1°/S2 e 2°/S². Mangabeira Albernaz e Ganançá (1979 mostraram limiar de resposta nistágmica entre 1°/S² e 2°/S² com valor médio de 1,52°S2 em 85% dos casos estudados e com valores extremos de 0,5°S2 a 4°/S², sendo os extremos inferiores desses autores idênticos aos citados por Vand de Calseyde e cols. (1969) e os extremos superiores com valores bem elevados. Em nossos achados encontramos para o limiar de aceleração angular máxima, valores situados entre 0,6°/S2 a 2°/S2 com mediana de 1,6°/S2 em 55% dos casos estudados e os 45% restantes apresentaram limiar com valores extremos de 2,1°/S2 a 3°/S". Esses valores dos limiares de aceleração angular máxima foram concordantes com os valores citados por Mangabeira Albernaz e Ganança (1979).

Nossos achados não apresentaram diferenças quanto aos valores do limiares de aceleração angular máxima em relação ao fator idade confirmando as observações de Fumeaux (1960). Entretanto, outros autores utilizando as provas pendulares decrescentes coma Van de Calseyde e cols. (1969, 1970) afirmam que os limiares de estimulação nistágmica são proporcionais à idade.

Divergências entre os autores foram observadas nos trabalhos de Morgan e cols (1970), Guerrier e cols. (1970), Picart e cols. (1971) ao afirmarem que os limiares de estimulação nistágmica são inversamente proporcionais à idade.

Fischer (1933) verificou que a duração do nistagmo pós-rotatório decorrente dos canais semicirculares verticais apresentaram-se com valores menores em relação aos canais semicirculares horizontais. Collins e Guedry (1967) observando o nistagmo primário e o secundário, verificaram que esses parâmetros apresentaram-se com valores maiores para os canais semicirculares horizontais em relação aos verticais.

Aschan e Stahle (1956) realizando experimentos em pombos, através de testes rotatórios e comparando as funções dos canais semicirculares horizontais com os verticais, verificaram também que a duração das freqüências nistágmicas apresentaram valores menores para os canais verticais comparados com os horizontais.

Fluur e Mendel (1964) em suas observações supõem que os limiares dos canais semicirculares verticais apresentaram-se com valores bem mais elevados que os limiares dos canais semicirculares horizontais.
Verifica-se, portanto, com esses achados que os canais semicirculares horizontais são bem mais sensíveis em relação aos verticais, sendo provável que devido a esta maior sensibilidade o canal semicircular horizontal demonstra com maior freqüência seus distúrbios funcionais principalmente quando estão se instalando.

Em nossos achados não houve diferença significativa do nistagmo oblíquo obtido com a cabeça 60° para trás e 45° à direita (nistagmo oblíquo mais paralelamente derivação II) em relação aos nistagmos obtidos com a cabeça para trás e 45° à esquerda (nistagmo oblíquo mais paralelamente à derivação III).

Na avaliação do nistagmo e os respectivos limiares de respostas nistágmicas obliquas obtidos com a cabeça 60° para trás e 45° à direita (nistagmo oblíquo mais paralelo à derivação 11) e os oblíquos obtidos com a cabeça 60°para trás e 45° à esquerda (nistagmo oblíquo mais paralelo à derivação III) não mostraram diferença estatisticamente significativas entre si. Achados esses concordantes com os de Aschan e Stahale (1956) que avaliaram somente os nistagmos verticais em pombos com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda não encontraram diferenças significativasentre essas posições lateralizada à direita em relação à lateralização à esquerda.

Comparando os limiares do nistagmo oblíquo horizontal ou horizonto-rotatório (utilizando análise estatística de Wilcoxon) verificamos que os nistagmos oblíquos apresentaram-se com seus limiares bem mais elevados comparados com os horizontais ou horizonto-rotatório.

A duração dos nistagmos verticais apresentaram valores menores em relação ao nistagmo horizontal. Aschan e Stahle (1956) obtiveram resultados semelhantes aos nossos.

Collins e Guedry (1967) observando as respostas dos canais horizontais e verticais no estudo do nistagmo primário e secundário encontraram diferenças significativas com sensibilidade maior para os canais semicirculares horizontais em relação as respostas dos canais verticais.

Esses autores estudando os limiares de respostas nistágmicas dos canais semicirculares verticais e horizontais observaram que os canais semicirculares horizontais apresentavam maior sensibilidade aos estímulos em relação aos verticais.

Em nosso trabalho o estudo dos limiares de respostas nistágmicas foram semelhantes aos de Collins e Guedry. Arslan (1955) na avaliação do nistagmo rotatório na estimulação rotatória não pendular obteve um valor para a duração menor que o da duração do nistagmo horizontal refletindo menor sensibilidade do nistagmo rotatório em relação ao horizontal. Achados esses, concordantes com nossos estudos.
Torna-se evidente a maior sensibilidade dos canais semicirculares horizontais em relação aos verticais quando estimulados à prova rotatória pendular decrescente. Isto possibilita detectar pequenas alterações funcionais dos canais semicirculares horizontais.



TABELA IV - Análise estatística pelo método de Wilcoxon, entre os valores obtidos dos limiares de aceleração do nistagmos oblíquo, 60º para trás e 45º para à esquerda em relação aos limiares da aceleração do nistagmo horizontal.



TABELA V - Análise estatística pelo método de Wilcoxon, entre os valores obtidos dos limiares de aceleração do nistagmo vertical, cabeça lateralizada à direita em relação aos limiares da celeração do nistagmo horizontal.



TABELA VI - Análise estatística pelo método de Wilcoxon entre os valores obtidos dos limiares de aceleração do nistagmo vertical cabeça lateralizada à esquerda em relação aos limiares de aceleração do nistagmo horizontal.




FIGURA 11 - Mediana e variabilidade das acelerações nos limiares de respostas nistágmicas horizontal, oblíquo à direita e à esquerda, vertical com a cabeça lateralizada à direita e à esquerda e o rotatório.



CONCLUSÕES

Vinte indivíduos normais foram submetidos no estudo dos limiares de respostas nistágmicas à prova rotatória pendular decrescente para o nistagmo horizontal, oblíquo, vertical e rotatório. Verificamos os valores de cada um e fizemos uma comparação dos limiares de respostas do nistagmo dos canais semicirculares horizontais com os valores de respostas dos canais semicirculares verticais.

Observamos maior sensibilidade dos canais semicirculares horizontais em relação aos verticais possivelmente esta maior sensibilidade do canal semicircular horizontal demonstra com maior freqüência os seus distúrbios funcionais principalmente quando esses distúrbios estão se iniciando.

É de grande interesse sabermos o comportamento dos canais verticais em determinadas patologias uma vez que a compensação central quase se processa ou é mais prolongada do que nos canais semicirculares horizontais.

Isto pode explicar diferenças comportamentais das labirintopatias.
Montandon (1965) aponta como parâmetro importantíssimo no estudo da função vestibular, os valores dos limiares de respostas nistágmicas, motivando nosso interesse na observação desses valores.

CONCLUSION

I In lhe study of lhe threshold of nystagmic responses as observed through the decrescent rotatory pendular test, for lhe horizontal, oblique, vertical and rotatory nystagmus. We observed lhe values of each one and compared the nystagmuc response thresholds of horizontal semicircular canals with those of vertical semicircular canals.

It was observed that lhe horizontal semicircular canais were more sensitive that lhe vertical one. Possibly this greater sensibility of lhe horizontal semicircular canais often demonstrates their functional disturbances, mainly when such disturbances are beninning to occur.

It is great interest to know how lhe vertical canais respond to the test in certain pathologie since the central compensation either almost does not occur or is far more prolonged than that of lhe horizontal semicircular canais.

This could explain lhe different ways in which lhe vertical semicircular canals respond to lhe test in certain labyrinth disturbances.

Montandon (1965) points out as most important parâmeter in the study of the vestibular function the values of lhe threshold of nystagmuc responses wich motivates our interest in observing these values.

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* Professor Assistente Doutor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

** ProfessorAssociado do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Trabalho realizado no Departamento de Oftabnoiogia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Trabalho apresentado como Tema Livre no XXIX Congresso Brasileiro de .Otorrinolaringologia e XX1 Congresso Panamencano de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Salvador, BA. 30/10/1988 a 04/11/1988.

Endereço dos autores. Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia Faculdade de Medicina de Ribeirão Freto - USP
Av. Bandeirantes, 3900 - CEP 14049 - Ribeirão Freto - S.P.
Indexações: MEDLINE, Exerpta Medica, Lilacs (Index Medicus Latinoamericano), SciELO (Scientific Electronic Library Online)
Classificação CAPES: Qualis Nacional A, Qualis Internacional C


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