ISSN 1806-9312  
Quarta, 17 de Julho de 2024
Listagem dos arquivos selecionados para impressão:
Imprimir:
1212 - Vol. 7 / Edição 1 / Período: Janeiro - Fevereiro de 1939
Seção: Revista das Revistas Páginas: 97 a 110
REVISTA DAS REVISTAS
Autor(es):
-

ARCHIVES OF OTOLARYNGOLOGY Volume 26 - Agosto de 1937 - N.° 2

CHARLES POTER (Boston) - Complicações desconhecidas dos abscesso peritonsilares e laterais do faringe. - Pág. 127.

Chama o A. a atenção para a importancia do assunto assim como para as dificuldades que podem aparecer no diagnostico das complicações doa abcessos deste genero. Diz que um espeasamento das paredes da veia jugular ou um trombus obliterante é indicação para que se abra a apofice mastoide e exploração do seio sigmóide. Não dá o A. valor á hemocultura porque diz que ela é negativa na maioria dos casos deste gênero, chegando mesmo a propor culturas de germens aeróbios e anaeróbios para a elucidação.

WAYNE HO (Shangai, China) - Perturbações do sentido do paladar de origem otica, com referencia especial ás operações do ouvido - Pag. 146.

Demonstra o A. em uma pequena serie de casos, ageusia da porção ipsilateral da lingua depois da operação radical do ouvido. O nervo da corda do timpano tinha sido destruido. Em associação com paralisia do facial de tipo periferico (com excepção da lesão abaixo do ponto onde a corda do timpano deixa o facial), ha perda de paladar nos doia terços da lingua correspondentes ao lado operado. A corda do timpano é em consequencia paralisada- Em associação com a lesão do ouvido medio, ou depois do tratamento cirurgico das molestias do ouvido medio, o paladar pôde assim ser perturbado. A corda do timpano é parcialmenté afetada. Nos casos de perturbações de origem otitica, como demonstram as observações, o doente pôde não ter conaciencia de uma tal alteração. Só os teste clinico pode evidenciar a diferença; daí a importancia destes ultimo.

FRANK MENNE e WILLIAN FRANK - Condroma primario do etmóide - Pag. 170

Passa em revista a literatura do assunto; descreve um caso proprio. Assim conclue. Trata-se de um condroma de desenvolvimento lento e progressivo em um paciente de 44 anos; o neoplasma não foi reconhecido sinão depois de ter invadido a cavidade orbitaria esquerda. O tumor aparentemente havia se originado do processo eafenoidal do sépto nasal.


Volume 26 - Setembro de 1937 - Nº 3

ISIDORE FRIESNER e J. G. DRUSS - Critica do tratamento presente da surdez devida a lesões do mecanismo de condução. - Pag. 259.

Depois de fazer um estudo histologico das lesões da Trompa de Eustachio, o A procede á critica do cateterismo. Na opinião do A. o cateterismo da trompa, depois de instalada a fibrose da mesma não só nada adeanta como até é prejudicial. A bougirage, por mais delicada que seja pôde lesar o delicado epitelio da trompa produzindo novas escaras que ainda mais vêm aumentar a dificuldade de ventilação do ouvido médio. Pensa a melhor solução para as molestias do ouvido médio ainda é a profilaxia e a divulgação da etiologia da surdez.

SAMUEL KOPETSKY (New York) - Tratamento cirurgico da petrosite supurada. - Pag. 296.

Este artigo é simplesmente admiravel. E necessario lê-lo cuidadosamente, nesta epoca em que as petrosites estão tão em moda, e -na -qual se vê muita opinião tender exclusivamente para esta ou aquela técnica de abertura do rochedo. Qualquer das técnicas, Kopetsky, Eagleton ou Ramadier é bôa, dependendo o sucesso da sua indicação e oportunidade operatorias.

Diz Kopetsky: a cirurgia da piramide petrosa deve ser limitada tanto quanto possivel á situação da lesão. Processo algum é aplicavel a todos os tipos de lesão. O importante é reconhecer-se a lesão enquanto é ela ainda intrapetrosa. Os fatores que demonstram o avanço e o progresso da lesão devem ser bem diferenciados daqueles que indicam retrocesso, casos nos quais uma cura pôde ser esperada. Isto é de maxima importancia, porque ha muitas infecções petrosas que se curam expontaneamente depois de uma simples mastoidectomia; isto porém se dá somente quando a lesão é limitada á area posterior do labirinto. Quando se procede a uma simples mastoidectomia e se localisa uma fistula no labirinto posterior, ha pronta remissão dos sintomas e a melhora é permanente. Quando a lesão é localisada no espaço epitimpanico, deve ser usado o processo de Voss; os seus resultados são julgados pela pronta remissão dos sintomas, tal como na hipotese precedente. Quando se encontram fistulas labirinticas anteriores, ha suspeita de empiemas na ponta, e será necessaria uma completa operação radical e procura da citada fistula. Quando encontradas tais fistulas devem ser suficientemente drenadas. Nada mais será necessario si os sintomas decorrentes da ponta do rochedo desaparecerem com tal atitude cirurgica. Si, entretanto persistir em cena o mesmo quadro clinico, ou aumentarem de intensidáde as suas dõres será preciso empregar a técnica de Almour para evacuar o empiema fechado. Radiografias devem auxiliar a elucidar a situação. Si, depois de estabelecer uma drenagem adequada, por fistulas formadas expontaneamente ou pela técnica de Almour, o paciente ainda continuar em áituação precaria, sob sintomas ameaçadores, de abcesso extrapetroso ou de irritação da meninge, a técnica de Lempert será o melhor meio de remover o foco purulento dentro da parte petrosa e deverá ser usada.

Almour e Kopetsky já trataram de 46 casos de .infecção purulenta da piramide petrosa. Em 10 deles havia uma fistula labirintica posterior; em 21 havia fistula anterior; em 4 havia uma posterior e uma anterior; em

7 havia empiema fechado da parte petrosa. Em I I havia meningite antes de qualquer processo cirurgico e 4 doentes vieram a falecer. Houve ao total 8 mortes e 37 curas. Em tres dos casos de esvasiamento purulento, houve formação de abcesso na parede lateral do faringe. Houve-um paciente com meningite que sarou- Em 10 casos procedeu-se somente a simples mastoidectomia e drenaram-se fistulas. A operação radical com drenagem das fistulai foi feita 25 vezes. A técnica de Almour para os abcessos fechados foi empregada 8 vezes. A técnica de Lempert 3 vezes com tres curas. Em um caso a condição foi reconhecida, mas foi feita só a simples mastoidectomia; foi o primeiro caso da serie, e cujo material de autopsia serviu de ponto de partida para estes estudos.

DE GRAAF WOODMAN (New York). - Meningite otitica- - Pag. 310.

Relata o tratamento dado a um caso de miningite, devida a estreptocoeus hernolitico- Resultou de uma mastoidite como complicação de escarlatina, havendo completo- restabelecimento. 'Procedeu-se á drenagem de ambas as mastoides. Reconhece o valor de repetidas transfusões de sangue para combater a ação hemolisante deste tipo de germen. Procedeu-se em grande número de punções lombares, para redução da pressão endocraneana. Além deste tratamento foi seguida mais a seguinte terapeutica: serum de doente convalescente de escarlatina, ainda com febre por via endovenosa; nó meio cerebro espinal, o citado serum aliado ao prontosil, que também 'foi dado intramuscularmente e sulfanilamide pela boca.

FRANCISCO HARTUNG

MONATSSCHRIFT FOR OHRENHEILKUNDE UND LARYNGO-RHINOLOGIE
(Viena)

Fasciculo 3 - Março de 1937

M. TAMARI (Lìnz) - Função da apófise mastoide. - Pag. 304.

O A. recomenda a punção da apófise mastoide nos casos em que os sintomas não são muito claros, ou por seu aparecimento precoce ou porque a febre e a cefaléa podem ser explicadas por uma gripe ou. uma bronquite concomitante O autor, relata o caso de um menino que, sofrendo de otite média, apresenta o. quadro de uma septicemia. A secreção do ouvido era muito pequena e a febre podia correr por conta de uma bronquite difusa. A. punção da mastoide removeu .toda a duvida .e a operação a situação gravissima em ,que se encontrava o doente. Nos adultos com espessa cortical, a punção, deve ser precedida de anestesia local e de trepanação com.trépano de l. uim. de profundidade de 3 a 4 n1 m- 0 material da mastoide, colhido pelo trépano, ;pôde servir também para exame hiato-micro biologico. Poder-se-ia tambem, pensar em introduzir medicamentos, por esse meio, ás celulas da mastoide

I. DOROSCHENKO - Um novo método de hemostase do seio durante a trepanação da mastoide. - Pag. 307.

O autor aconselha o tamponamento do seio por um processo biologico, isto é, usa tecido gorduroso, tendão ou músculo. Acha que um tal tampão concorre para a formação da tromboquinase. Emprega esse método desde ha 5 anos com ótimos resultados Usa mais frequentemente um fragmento do esterno-cleido-mastoidéo, do tamanho de 1cent., com o qual cobre o seio que sangra. A hemorragia cessa e a operação pode ser continuada. Esse tampão cresce na ferida e não precisa ser trocado. Alem dessas vantagens, impede a penetração da infecção do campo operatorio para dentro do seio.

Z. AJKAY (Budapeste) - Epistaxis na arteriosclerose. - Pag. 309

Ao hemorragias nasais podem ter 2 causas na arteriosclerose: facilidade de rotura das paredes arteriais e aumento da pressão sanguínea. Quando a hemorragia não ultrapassa 400 ou 500 cc., pôde ter uma ação favoravel, como se fosse uma sangria; alem dessas cifras pôde pôr em risco a vida do doente. As hemorragias podem ter sua sede na parte anterior ou posterior do nariz. As últimas são mais perigosas, não só por mais difíceis de estancar, como por provocarem colapso cardíaco. Quando o ponto de saída do sangue é visível, sua cauterização é fácil, mas em caso contrário é necessario fazer o tamponamento. O A. faz sempre o tamponamento em camadas e não aprecia o de Belloq por causa das complicações que pôde provocar como otites e infecções dos antros. Quando esses meios não são suficientes é aconselhavel a ligadura da carotida externa. Convem notar que a irrigação da fossa nasal não é feita somente pela esfeno-palatina, ramo da carotida, etc., mas também pela etmoidal, ramo da interna. Quando o Epistaxis provem desta última, as dificuldades são muito maiores.

R. MITTERMAIER (Freiburg) - Sobre a penetração de bacterias na circulação após tonsilectomia e sobre a fagocitose nas doenças das amigdalas. - Pag. 316.

O autor examina a flora microbiana das amigdalas antes da operação e faz hemocultura 1 e 24 horas após a intervenção. Em 54 casso teve 11 positivos dos quais 1 para viridans e os outros distribuidos entre: estreptococos albus, aureus, hemoliticus, mucosus e diplococos. O A. cercou-se de todos os cuidados para evitar a contaminação do material a ser examinado.

Quanto á fagocitose acha o autor que ela se acha diminuída nas tonsilites agudas e aumentada nos abcessos peritonsilares. Por isso julga razoavel a operação nesse estadio. Dando a fagocitose normal como igual a 1, nos abcessos ela se eleva a 1,49 e 1,67, para de novo caír, com a cura, ao normal. Nas tonsilites agudas em que a fagocitose acha-se diminuida, é possível aumentá-la com excitantes inespecificos como a omnadina por exemplo. Assim a fagocitose subiu para 2,4-2,3-1,66. Quando a fagocitose já está elevada, a omnadina não tem o poder de elevá-la ainda mais.

E. JENTS (Viena) - Sobre temperaturas de causa não clara e afecções das amígdalas. - Pag. 322.

E' frequente o envio de doentes, portadores de febre, cuja causa não se acha patente, ao especialista para elucidá-la. A causa dessa febre não se acha, muitas vezes, visível ao exame dos dentes, da garganta, ou dos antros da face. O A. apresenta 14 casos tonsilectomizados, um doa quais tinha febre até 41". Apenas em um havia um foco visível na amígdala. Nos outros a operação foi feita sob indicação de uma possibilidade. Desses operados, 13 sararam com observação de mais de um ano e um melhorou. Convem frisar que um dos casos continuou a ter após a operação, mas sarou quando se lhe extirpou um resto de amígdala. O exame do sangue foi feito sistematicamente, mas não forneceu resultado concludente. Em muitos casos foi notada linfocitose e em apenas um registou-se desvio para a esquerda.

B- FREYSTADTL (Budapeste) - Sobre uma forma possivelmente hematogênica da tuberculose da laringe. - Pag. 337.

Essa forma de tuberculose caracteriza-se pela sua extensão, localização, decurso clinico e ausencia de sintomas subjetivos. A tuberculose da laringe, hematogenica, inicia-se no anel superior: epiglote, pregas ari-epigloticas, mucosa das aritenoidea; no contrario da via de contacto: cordas vocais e parede posterior, isto é, o anel inferior. O A. apresenta 5 observações de doentes tuberculosos, com lesões mais ou menos extensas ao nival dos pontos já citados- Note-se que esses doentes de nada se queixavam com relação á deglutição e á fonação, o que é característico da forma hematogenica. A epiglote foi sempre atingida e foi aí que se iniciou o processo. Este consistiu em espessamento e em perda de substancia, com processos cicatriçiais, dando a impressão de intervenção cirurgica. O processo póde descer até as falsas cordas, respeitando as verdadeiras.

O prognostico é, em geral, favoravel e os doentes têm tendencia para a cura, auxiliada com a fototerapia. O autor descreve, por fim, todas aa formas clinicas de tuberculose hematogenica da laringe.

A. KAGAN (Kiew) - Sobre a tuberculose da laringe nas diversas formas da tísica pulmonar. - Pag. 343.

A tuberculose da laringe pôde ocorrer em qualquer forma clínica da tísica pulmonar e em qualquer periodo. Ela pôde achar-se ligada a formas recentes, ou a exacerbação de metáatases antigas, curadas. Nas formas parenquimatosas, a tuberculose da laringe póde aparecer, ou logo após as manifestações clínicas da tuberculose pulmonar aberta, após um certo prazo, por ocasião de uma exacerbação, ou durante um periodo de silencio. Nas formas interaticisia, -um grande número de casos apresenta sintomas leringêos como primeiros sinais da doença pulmonar- 0 aparecimento do processo tuberculoso na laringe, significa rotura da frente imunobiologica. Nem em todos os casos a tuberculose da laringe deve ser considerada como desfavoravel para o doente. Certos casos saram espontaneamente, outros curam-se com o emprego de meios médicos gerais ou locais. A necessidade da divisão da tuberculose pulmonar e laríngea em formas parenquimatosas ou broncogênicas e intersticiais ou hematogênicas, provêm da diversidade de seu decurso clínico.

ROBERTO OLIVA


IL VALSALVA

N.° I - Janeiro de 1938

(Roma)


ENZO BAZZANA (Brescia) - A rinofaringite retrotubarica. - Pag. I.

Em longo e minucioso trabalho, faz o A. um estudo clinico completo das rinofaringites chamadas retrotubaricas, localizadas na fosseta de Rosenmüller.

De inicio chama a atenção sobre a importancia de um exame minucioso dessa fosseta para o diagnostico de tais afecções e mostra, com fatos concludentes, os erros que se pôde cometer sem o exame cuidadoso desse recésso do rinofaringe.

Em seguida faz o A. um interessante apanhado da embriologia e da anatomia da fosseta de Rosenmüller e descreve os seus vários tipos anatômicos: a) fosseta vertical; b) f. semi-lunar; c) f. com prega dividindo o recesso; d) f. com nichos; e) f. com fundo de saco (utricular); f) f. cavernosa; e) f. reduzida a simples fissura, etc. Refere-se a constituição histológica dessa fosseta e detêm-se no estudo da sua mucosa, bem como no de seus anexos glandulares e linfáticos, mostrando que as relações desses anexos, unidas ás circulatórias existentes, explicam a concomitância dos processos inflamatorios da trompa de Eustaquio e da fosseta de Rosenmüller e principalmente a influencia desta ultima sobre a outra.

Quanto ao exame do paciente, o A. dá preferencia á rinoscopia posterior indiréta, com o auxilio em certos casos, do afastados de palato. A rinoscopia posterior diréta (por meio de salpingoscopios, espatula de Brünings, especulo de Yankauer, etc.), tambem é eficiente em mãos experimentadas. Alem dessas processos de exame, dá o A. grande importancia ao toque digital, que muitas vezes fornece uma impressão mais precisa e mais completa da dimensão da fosseta e da conformação do seu fundo.

Segundo o A., dois fatores contribuem para a instalação da rinofaringite retrotubarica: 1.°) predisponente, que é anatomico e está ligado á conformação especal da fosseta. 2.°) determinante, que é devido ao processo inflamatório agudo, principalmente quando este se repete periodicamente. . Portanto, a ,causa primitiva de toda rinofaringite retrotubarica é uma rinofaringite aguda difusa de origem, qualquer. Se a foseta de Rosenmüller é de moderada dimensões e drena com facilidade no rinofaringe, com a cura da rinofaringite difusa, tudo volta ao normal. Mas se a fosseta é muito ampla e irregular, de conformação impropria á bôa drenagem, como acontece nos tipos anatomicos com nichos, diverticulos, fundos de saco, etc., haverá então tendencie a formação de fócos inflamatorios fechados, verdadeiros receptaculos de germens patogenicoa e que, devido a retenção facil de exudatos-e arejamento deficiente, rinofaringite retrotubarica ai implantada passará fatalmente á cronicidade

A presença de vegetação adenoides peri-tubaricas, pela sua facil tendencia a inflamação, favorece -tambem a infecção da fosseta.

Esse fóco septico instalado na fosseta, produzirá por sua vez crises periodicas de rinofaringite difusa, pela disseminação de germens sobre a mucósa do rinofaringe.

Outro fáto que o A. chama novamente a atenção, é o da intima ligação existente entre as lesões da mucosa da fosseta de Rosenmüller e as da trompa de Eustaquio. Pela ação inflamatoria dessa região, a mucosa e os linfaticos sub-mucosos da trompa são tambem atingidos e, como consequencia haverá deformação do lumen tubario e perda da sua função fisiologica, acarretando posteriormente processo de salpingite cronica e perturbações do ouvido médio (ruidos subjetivos, vertigens, otalgia, etc.). Igualmente sob o ponto de vista mecanico, toda formação retrotubarica (adenoides, cistos, aderencias, etc.), poderá deformar ou obstruir o ósteo tubario, dificultando portanto os movimentos normais da trompa e a ação dos seus musculos.

Alem da sintomatologia classica das rinofaringites em geral (tósse rinofaringéa reflexa, sensação de corpo estranho no cavum, necessidade de raspagem violenta e continua do naso-faringe (hemmage rinifaringéa de Escat) para eliminação de catarro purulento aderente a parede posterior da faringe, sensação de ardor, máu halito, obstrução nasal e tubaria, etc.), um sintoma é muitas vezes caracteristico das afecções retrotubaricae: é uma dôr localisada no sulco mandibular inferior, um pouco adeante da apofise da mastoide.

Quanto á classificação das rinofaringites retrotubaricas, o A. ampliou a classificação de Worma e considréra cinco variedades: I ) Rinofaringite retrotubarica purulenta simples; 2) R. r. caseosa; 3) R- r. adesiva; 4) R. r. adenoidéa; 5) R. r. cistiça.

I) Rinofaringite retrotubarica purulenta simples: E' sempre secundaria a uma rinofaringite purulenta difusa Pelo exame nota-se na parede posterior da faringe, duas leves estrias amareladas de muco-pus que descem das fossetas e acompanham os bordos dos pilares posteriores. A fosseta apresenta-se macroscopicamente irregular, com numerosos relevos mais ou menos visiveis.

II) Rinofaringite retrotubarica caseosa: E' uma fase mais avançada da precedente e na qual a fosseta, pela formação de numerosas bridas e aderencias, apresenta um aspeto cavernoso, e onde se depositam granulo& de caseum, formados de pus acrescido de pequenas particular alimentarei. Pelo exame tem-se a impressão de um minuscula favo cheio de granulos amarelados. O paciente queixa-se de cacosmia expiratoria e esternutatoria e eliminação de pequenas massas caseósas muito fetidez.

III) Rinofaringite retrotubarica adesiva (sinéquia da fosseta de Rosenmüller): Este tipo de lesão é caracterizado pela presença de finas bridas rosca-esbranquiçadas que atravessam em ponte a fosseta de Rosenmüller, indo da prega salpingo-faringéa a parede posterior e superior do rinofaringe. Estas bridas perturbam a motilidade tubaria. Estas aderencias inflamatorias devem ser distinguidas das de origem luetica (mais solidas e mais deformantes) e das de origem traumatica post-operatorias (adenotomia), que lesa principalmente o rebordo do orificio tubario e a parede post-superior do cavum.

IV) Rinofaringite retrotubarica adenoidéa (vegetações adenoides peritubaricas) : Caracteriza-se pela presença de fragmentos de vegetações adeções adenoides laterais localizadas na f. de Rosenmüller, tapetando suas paredes ou seu fundo, ou então, pela presença de muitos foliculos linfaticos hipertroficos sobre a mocusa da parede anterior da fosseta, ou então a presença simultanea dessas duas modalidades. Seu sintoma principal são perturbações tubarios e do ouvido médio.

V) Rinofaringite retrotubarica cistica (cisto da f. de Rosenmüller): Caracterizada pela presença de cisto, geralmente de origem glandular, implantado na fosseta Sintomatologia: disturbios tubarios, vertigens, otalgia, cefaléa posterior, etc.

Quanto ao tratamento, afirma o A. que a terapia da rinofaringite retrotubarica é geralmente eficaz se for levada pacientemente até o fim. Nas formas purulentas simples, sem bridas nem vegetações adenoides, o A., após anestesia do naso-faringe, faz a limpeza da fosseta e em seguida pincela todo o rinofaringe com sol. iodo-iodurada (lugol) ou sol. de protargol, ou então, faz instilação nasal com as mesmas soluções, o doente estando com a cabeça pensa para traz, virando-a em seguida para um lado e para o outro, afim do medicamento ficar em contáto com as fossetas. Nos casos de vegetações adenoides laterais, curetagem com as curetas especiais de La Force ou de Moure. Nos casos de aderencias, bridas, cistos, nichos, etc., o A., após anestesia local prévia, pratica o debridamento digital (sem luva), destruindo desse modo todas as lesões palpaveis. Com essa pratica o A. tem obtido ótimos resultados.

O trabalho é ilustrado com inumeras planchas

D. DI VESTA (Roma) - A pesquisa citologica do material obtido por esfregaço, no estudo dos tumores e das hiperplasias tumoriformes em faringologia. - Pag. 43.

E' um artigo que interessa de perto os técnicos de laboratorio e nele o A. apresenta dados obtidos em exame de numerosos casos de tumores do tecido linfatico da faringe (neoplasias e hiperplasias) e está convencido da importancia das pesquizas citologicas do esfregaço do material fresco fornecidos pela biopsia, empregando os metodos usados em hematologia. Essas pesquizaz completam os resultados obtidos pelos exames histologicos e muitas vezes favorecem o diagnostico diferencial entre as varias molestias dos orgãos linfoides

UGO MAGGIOROTTI (Ivrea) - Terapia da otospongióse com altas doses de glicerofosfatos. - Pag. 48.

O A. empregou em três casos, com bons resultados, o metodo de Rinaldi para o tratamento da artropatia cronica anquilosante e deformante e que consiste em injeções intramusculares diarias de 10 a 15 cc. de uma solução a 15 % de glicerofosfato de sodio.

Os resultados obtidos foram superiores a expectativa, com acentuadas melhoras da capacidade auditiva e dos ruidos subjectivos

H. CORDEIRO


ANNALS OF OTOLOGY, RHINOLOGY AND LARYNGOLOGY
(St. Louis, Mo., U.S.A.)
Vol.46 - Junho, 1937 - N" 2


WEVER, E. G. e BRAY, Ch. W. (Princeton) - Os efeitos das substancias quimicas sobre as respostas elétricas da cóclea. 1. Aplicação do cloreto de sodio sobre a membrana da janela redonda. - Pag. 291.

Esse trabalho é uma continuação das experiencias dos AA. sobre a elétro-fisiologia da cóclea, sendo que no mesmo estudam os efeitos do cloreto de sodio sobre o potencial coclear de uma cobaia, quando aplicado sobre a membrana da janela redonda ou, atravez de uma .pequena abertura, sobre o apex da cóclea. Logo após a aplicação do sal observa-se um aumento da excitação, revelada pela rapidez das respostas, e que deve ser incriminada pelo aumento da condutibilidade elétrica entre o elétrodo ativo e a fonte de potencial. Esse aumento de excitação é seguido de uma rapida diminuição, devida, provavelmente, á difusão do sal por toda a cóclea. Essa queda na excitação varia com as frequencias empregadas. Logo após essa queda inicial, brusca, processa-se uma queda lenta e permanente. O primeiro periodo de quéda, como já observamos, será devido, provalmente, á modificação das pressões cocleares virtude da difusão salina e o segundo periodo corresponderia á uma, alteração progressiva das celulas ciliadas.

O presente trabalho vem lançar alguma luz sobre a localização sonora na cóclea. E ilustrado com 5 graficos no texto. Boa Bibliografia.

FENTON, RALPH A. e LARSELL, OLOF (Portland, Ore.) - O mecanismo de defesa das vias respiratorias superiores. - Pag. 303.

Os AA. estudam sucessivamente o valor defensivo do muco, dos cilios, do tecido conjuntivo com seus histiocitos, dos elementos linfaticos fagoci tarios, dos ganglios linfaticos. Na parte final os AA. insistem sobre os inconvenientes de uma terapeutica agressiva para os tecidos, terapeutica que, sob uma pseudo acção antiséptica, diminue na realidade o valor defensivo do organismo. Boa bibliografia.

PRESSMAN, JOEL J. e EMERY, CLYDE K. (Los Angeles) - Um novo metodo de aplicação de radium no cancer do bronquio. - Pag. 314.

O tratamento do cancer dos bronquios consiste, até o presente momento, em quatro medidas terapeuticas: cirurgia, cirurgia broncóscopica diatermica, raios X e aplicação local de radium. Até agora, indiferentemente, nenhum desses processos apresentou resultados brilhantes e pouquissimos casos de cura registra a literatura mundial.

Os AA. executam, priliminarmente, um pneumotorax completo e, após restabelecerem a luz do bronquio por meio de pinça ou pela fulguração, introduzem um tubo de radium com ou sem fio á esse nivel tumoral. O pneumotorax é conservado durante todo o tempo. em que se manifestarem as reacções devidas ao radium, isto é, durante muitas semanas. O pneumotorax é executado com o fito de prevenir as complicações infecciosas ou hemorragicas

O trabalho é documentado com 9 clichés no texto.

HOAG, CARL L. (San Francisco) - Estreitamentos benigngs do esofago: novo metodo de dilatação progressiva. - Pag. 327.

O A. estuda os diferentes processos de dilatação precoce dos estreitamentos cicatriciais do esofago, detendo-se, pormenorizadamente, no estudo da dilatação esofagiana pelos tubos de Levine, de diferentes dimensões, com os quais tratou seus dois casos apresentados.

O processo basea-se no emprego de um tubo de Levine, tornado rigido pela introdução de um arame. A introdução do tubo é feita pela via bucal, e é facilitada pela introdução conjunta de alguns centimetros cubicos de oleo de vaselina O tubo introduzido permanece en situ até se aquilatar da necessidade de sua substituição por outro de calibre superior. Uma vez passado o tubo de Levine, esse é retirado pelo nariz, por meio de uma sonda nasal que é presa á extremidade do mesmo, e fixado á pele da fronte. A alimentação é feita então pela sonda. Esse processo, quando empregado precocemente, evita uma gastrostomia.

O emprego da glicoce, em solução salina normal, por via endovenosa e na quantidade diaria de 3.000 a 4.000 cc., consiste num recurso terapeutico que deverá ser lembrado sempre em tais casos, evitando, ás vezes, pelo levantamento do tonus geral do organismo e pela passagem consecutiva dos dilatadores do esofago, uma gastrostomia desnecessaria.

O trabalho é documentado com 4 clichés no texto NEIL, J. H., GILMOUR, W., GWYNNE, F. J., MAIN, W. e FAIRLOUGH, W. A. (Auckland, New Zealand) - Anatomia da arvore bronquica e sua aplicação clinica- - Pag. 338.

Após indicarem a técnica de injecção de metal fusível de Wood e o modo de dissecção empregado e aconselharem a conduta no exame das peças não injectadas, os AA. descrevem o metodo de exame, proprio aos mesmos, sobre o vivo, após lipiodolagem parcelada com doses minimas afim de evitar a superposição de sombras bronquicas. Numerosas figuras e esquemas que ilustram o texto demonstram o sistema bronquio e especialmente a topografia e relações dos orifícios de entrada dos bronquios dos diferentes lobos. Pequena bibliografia.

VIOLE, PIERRE (Los Angeles) - Paralisia facial periferica alternaste com recaídas. - Pag. 351.

O A. apresenta dois casos de paralisia facial alternante, crises em lados postos, e com recaídas Os fatores etiologicos são os mesmos que o da paralisia facial simples. O A. é da mesma opinião de Tumarkin de que a presença, nesses cásos, de dôr no inicio da paralisia e perturbações para o lado do gosto são de alto valor prognostico. O seu primeiro caso, em que o paciente não apresentava nenhum desses sintomas, a cura foi completa; o segundo caso, em que aqueles dois sintomas foram patentes, não apresenta, ainda, no momento, uma cura clinica. Esse ultimo caso serviu para demonstrar, tambem, que o facial influe no áto da deglutição.
Bôa bibliografia.

COLVER, BENTON N. (Glendale, Cal.) - Atresia coanal congenita dois casos de obstrucção bilateral completa- - Pag. 358.

Após descrever o desenvolvimento das cavidades nasais e bucais com cinco ótimos esquemas, o A. estuda a sintomatologia e as diferentes técnicas cirurgicas empregadas. E' evidente, afirma o A., que a atresia congenita das coanas é mais comum do que os casos publicados fazem supór. Quando a atresia bilateral é diagnosticada o tratamento cirurgico deve ser praticado imediatamente. Nas atrezias unilaterais a saude e o desenvolvi mento futuro do paciente dependem da precocidade com que o tratamento cirurgico fôr instituído. Quanto ã técnica cirurgica, a ressecção da parte posterior do septo é tempo fundamental afim de se assegurar uma abertura coanal ampla e permanente. Extensa bibliografia

O'CONNOR, G B. (San Francisco) - Reconstrucção do faringe na este. nose nino-faringéa; novo metodo operatorio. - Pag. 376.

O processo do A. visa reconstruir toda a area de estenose com epitélio, ao passo que os metodos até então empregados executam meramente um orifício no tecido cicatricial. O A. utiliza-se de enxertos de pele e pratica, durante, mais ou menos, duas semanas, dilatações diarias. Uma serie de clichés demonstra a forma e local das incisões, a localização dos enxertos, a disposição afastada das suturas destinadas a manterem a abertura e a dilatação a borracha que é de forma especial. O A. cita a observação pessoal de um caso operado com figuras demonstrativas.
Bôa bibliografia.

GLASER, MARK A- (Los Angeles) - A causa da vertigem nos traumatismos do craneo. Estudo do test vestibular em 66 pacientes. - Pag. 387.

Os testa vestibulares são distituidos de valor na determinação da vertigem, da presença ou ausencia da mesma nesses pacientes e não servem, tambem, de prognostico quanto á duração da mesma. Auxiliam, no entanto, em certos casos, a revelar a presença de uma lesão cerebral e corroborar, até certo ponto, sobre a veracidade da historia do paciente a respeito do trauma cefalico. Dessa maneira eles constituem um ótimo auxiliar do otologista no despistamento do simulador. Nos casos de traumas craneanos, é evidente, a vertigem nem sempre se encontra dependente do sistema vestibular, possuindo uma patogenia muito rica que se encontra ligada, com frequencia, á perturbações vaso-motoras cerebrais transitorias.

Os encefalogramas e testa vestibulares, executados em quatro traumatisados, demonstraram lesão cerebral. Em dois desses pacientes o sintoma vertigem faltava.

Em uma serie de 325 casos de trauma craneano, controlados durante um periodo de um a 8 anos, 67 % acusavam cefáléas e 60 % vertigens. Os testa vistibulares foram executados em todos os pacientes 80 % apresentavam os sintomas subjétivos; 21 % eram portadores de sinais neurologicos objétivos; 76 % possuiam vestibulos anormais. Os sinais objétivos foram demonstrados com maior facilidade pelo exame vestibular do que pelo exame clinico neurologico.

A-pesar-de não existir um sindrome vestibular especial associado aos traumatismos craneanos, obtem-se, pelos diferentes teste do vestibulo, respostas atenuadas ou ausentes na prova calorica, rotação, etc. Respostas normais são observadas em 24 % dos casos. Um vestibulo normal, nesses traumatisados, indicará um cerebro normal ou uma lesão do mesmo mas que não atingiu as vias vestibulares centrais.

Quando o trauma atinge a cóclea observamos diferentes graus de surdez. Os ruidos podem existir ou não. A otorragía por ruptura da membrana timpanica é observada com frequencia.

O presente trabalho é ilustrado com inumeros graficos, dois clichés e extensa bibliografia.

COLLINS, B- e WOLFF, DOROTHY (St. Louis) - Observações microscopicas do desenvolvimento da ponta do rochedo. - Pag. 444.

Trata-se de um curto trabalho mas muito bem documentado. Apresenta oito clichés com cortes microscopicos do rochedo e bôa bibliografia. Os AA. chegaram á conclusão que a formação da ponta do rochedo inicia-se no 6.° mez da vida fetal; a pneumatização começa lá pelo quarto ano, sendo no entanto mais tardía que a da mastoide. Até os quatro anos a ponta do rochedo aumenta em comprimento com extrema rapidez, desta data em diante esse crescimento torna-se lento
BERNHEIMER, L. B. (Chicago) - Colesteatoma primario da mastoide. - Pag. 453.
Pequeno trabalho mas de duplo valor: primeiro por apresentar um rarissimo caso de colesteatoma primario da mastoide e, segundo, por discutir sua provavel etiologia. Na historia do paciente não existe antecedente algum de infecção cronica do ouvido médio. O exame clinico é tambem negativo para o lado da membrana timpanica, demonstrando, entretanto, na parede posterior do conduto, um trajéto fistuloso para a mastoide, reliquat de um corpo extranho do conduto que fôra ha tempos retirado por uma incisão de Wilde. O raio X demonstrou uma mastoide bem pneumatizada e com uma area de absorpção bem limitada. A antrotomia revelou a presença de um colesteatoma completamente individualizado da mastoide, com antro, seio e dura normais. Sequencias normais com cura. Em vista do pequeno periodo de supuração do conduto, devido á fistula, seis semanas, não é provavel, diz o A., que esse colesteatoma seja imputado como secundario ao processo infeccioso no conduto.

Pode-se admitir, tambem, que, na ocasião do traumatismo do conduto pelo corpo extranho, tecido epitelial fosse deslocado para a mastoide. Em contraposição o A. &severa que na ocasião da antrotomia a parede ossea do canal encontrava-se intacta e sem sinais de regeneração ossea.

Finalmente, o A. crê que a origem de um colesteatoma primario da mastoide encontra-se ligada á um desenvolvimento anormal das celulas epidermicas presentes no polo dorso-lateral do timpano e que, normalmente, transformam-se em celulas epiteliais. Ocasionalmente, entretanto, as suas propriedades ectodermicas persistem e teremos então a sua evolução erronea, isto é, originar-se-á pele, descamação e colesteatoma.
FURMAN, MARTIN A. (New York) - Tuberculose ulcerada infiltrativa primaria das amigdalas, véo e faringe. - Pag. 456.

A agressão tuberculosa do faringe manifesta-se sob as quatro formas seguinte: 1) tuberculomas; 2) lesões miliares; 3) lupus e 4) lesões profundas e infiltrativas, constituindo a tuberculose infiltrátiva do faringe. E' com respeito á essa ultima forma que o A. se detem.

A raridade da lesão faringéa é observada mesmo na presença de um acometimento pulmonar- O A. fez uma busca detalhada na literatura mundial e cita os casos que poude encontrar considerados como a forma de tuberculose primitiva do faringe. Um estudo detalhado, acompanhado de microfotografias, demonstra as diferentes portas de entrada do virus e a resistencia oposta ao mesmo pelos elementos tissulares do faringe. A reinfecção dos orgãos do faringe é considerada tanto pela via exogena quanto endogena.

Após demonstrar as dificuldades do diagnostico, o A. dedica-se ao tratamento e cita seu caso curado com aplicações locais de uma solução a 50% de acido tricloroacetico. O tratamento constou de aplicações, sobre as superficies ulceradas das amigdalas, palato e faringe, de uma solução de acido tricloroacetico a 50%, repetidas de tres em tres dias durante tres mezes. O acido tricloroacetico, nessa solução, não se mostra muito caustico. Bôa bibliografia.

ASHEY, REA E. (San Francisco) - Fistula retro-auricular. - Pag. 477.

O A., apresenta um processo pessoal de técnica operatoria em casos tais. Duas incisões paralelas destacam, na região posterior á fistula, um retalho cutaneo-periostico que será fragmentado em uma camada superior, cutaneo-dermica, e uma camada musculo-perióstica. Após curetagem da cavidade mastoidéa esse ultimo retalho é deitado sobre a parede ossea; não sofrendo, no entanto, perturbação de sua irrigação, pois será somente deslocado lateralmente, continuando a ser nutrido pelas suas extremidades. O retalho cutaneo será suturado por cima, o que se consegue praticando-se uma terceira incisão paralela á primeira que facilitará a mobilização e afrontamento dos planos superficiais. O trabalho é documentado com 4 figuras demonstrativas da técnica e boa bibliografia.

WOLF, MICHAEL M. (Philadelphia) - Etiologia do preliminar- - Pag. 504.

A sifilis constitue um agente responsavel pelo nariz em sela, no entanto, não havendo um trauma, o fáto é raro, excepto nos casos congenitos. Uma vista de conjunto nos pacientes que procuram um dispensario de combate á sifilis demonstra a grande raridade do nariz em sela. A incidencia da sifilis nos individuos portadores dessa deformidade do esqueleto nasal é muito baixa. As infecções, os granulomas e outras afecções, pelos seus processos de destruição, são capazes de produzir um nariz em sela, mas o numero desses casos é pequeno. Os traumatismos continuam como os responsaveis de primeira linha na produção dessa deformidade.
Otima bibliografia.

J. E. DE REZENDE BARBOSA
Indexações: MEDLINE, Exerpta Medica, Lilacs (Index Medicus Latinoamericano), SciELO (Scientific Electronic Library Online)
Classificação CAPES: Qualis Nacional A, Qualis Internacional C


Imprimir:
Todos os direitos reservados 1933 / 2024 © Revista Brasileira de Otorrinolaringologia