Versão Inglês

Ano:  1942  Vol. 10   Ed. 1  - Janeiro - Fevereiro - ()

Seção: Trabalhos Originais

Páginas: 52 a 70

 

Ozena (Rinite Atrófica Fétida) - Estatiticas

Autor(es): Dr. Ernesto Moreira

Estatitica do Hospital Umberto I

Total de doentes matriculados de 1922 a 1941 - 26.554.
Doentes ozenosos - 1.089.
Percentagem total - 2.9%.

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Estatistica dos ozenosos do Ambulatorio da Santa Casa de São Paulo

A nossa estatistica, tendo sua feitura calcada em dados incompletos, não nos autorisa firmar com perfeição matemática as conclusões a que alcançamos, porém, elucida-nas algo curioso no emaranhamento de seus algarismos.

Aqui e alí, respigando informes, procuraremos expor os fatos mais interessantes que nela se consignam. Cotejando-a com as estranjeiras, resta-nos o consolo de não estarmos no rol dos piores. Dos 3.06.425 pacientes examinados, de várias procedências, encontramos 9.501 ozenosos o que nos dá ume, percentagem de 3%. Não nos foi possivel uma separação minuciosa das raças, o que vem prejudicar o conceito geral de nossos argumentos.

Em verdade, conseguimos demonstrar, com os princípios que colhemos em várias fontes, que a população do Brasil, não é, segundo o juizo de certos escritores - constituida de três quartas partes de negros. Os quadros que se seguem, juntamente com os gráficos anexos esclarecerão melhor o que desejamos.

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1938


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QUADRO GERAL

Doentes matriculados durante 20 anos - 64.778
Ozenosos - 2.516



QUADRO GERAL DE PERCENTAGEM

Doentes matriculados em 20 anos - 67.778
Ozenosos - 2.516
Percentagem total - 3,8%
Percentagem de Homens - 1,6%
Percentagem de Mulheres - 2,2%


PERCENTAGEM MÁXIMA - 0,86% - 1,13%
PERNCENTAGEM MÍNIMA - 0,004% - 0,004%
RELAÇÃO PROPORCIONAL - 1,33%:1

Em geral os compêndios assinalam a relação proporcional de 3:1 (mulheres para um homem). Em nossa estatistica a relação encontrafa foi de 1,33:1.



Gráfico n.º 1 - Analisando os quadros é-nos lícito concluir: há uma pequena incidência da moléstia em apreço que vai de 1 a 10 anos, crescendo consideravelmente dessa idade até 20 anos; decrescendo daí por diante até aos 60 anos em que, praticamente não nos foi dado constatar nenhum caso. (Este fato está de acôrdo com os dados clássicos de que a ozena não é encontradiça nas idades limítrofes, porém mais frequente entre 10 e 20 anos, isto é, no período em que se instala a puberdade).



Gráfico n.º 2 - Os ozenosos por nós examinados apresentaram-se mais numerosos no sexo feminino do que no masculino, o que está de acôrdo com os ensinamentos. No sexo feminino a frequência nas idades baixas foi maior do que no sexo masculino, o que também se verifica nas idades altas.



Gráfico n.º 3 - Em todos as idades menos nas de 61 a 80 anos, houve praticamente, proporção de 2 ozenosos femininos para um masculino, embora as estatísticas estranjeiras deem a proporção de 3 para 1.

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