Versão Inglês

Ano:  1942  Vol. 10   Ed. 1  - Janeiro - Fevereiro - ()

Seção: Trabalhos Originais

Páginas: 47 a 51

 

Ozena (Rinite Atrófica Fétida) - CONCLUSÕES

Autor(es): Dr. Ernesto Moreira

CONCLUSÕES

Para terminar, vamos transcrever integralmente as conclusões dos AA.

"1.º - Para nossas pesquisas conseguimos 12 pessoas de diferentes idades, perfeitamente sadias sob o ponto de vista O. R. L.

"2.º - No primeiro grupo, onde irritamos levemente a mucosa com crostas ozenosas, não notamos nenhuma modificação.

"3.º - No segundo grupo, onde introduzimos os tampões embebidos em triturações, estes foram bem suportados, sem se notar nada de digno que chamasse atenção.

"4.º - Nos terceiro e quarto grupos, nos quais inoculamos sob a mucosa do corneto inferior, triturações provenientes de crostas ozenosas e de culturas de micróbios ozenógenos, observamos uma elevação térmica : 39.º,5 a 39.º,8 com dores de cabeça, calafrios em dois casos vómitos que duraram de 3 a 5 dias.

"5.º - O exame local nos mostrou na fossa nasal inoculada a mucosa congesta, inflamada ; à pressão, pouco pús no ponto de inoculação. A semeadura deste liquido sobre diversos meios de cultura puseram em evidência quasi os mesmos micróbios que inoculamos. Dizemos quasi os mesmos, porque em alguns casos, encontramos tambem outros que não tinhamos injetado.

"6.º - Em todos os casos introduzimos micróbios ditos ozenógenos associados entre si ; LOEWENBERG, ABEL-HOFFMANN OU PEREZ, mucosos encapsulados, aos quais foram associados estafilococos, estreptococos, FRIEDLANDER e pneumococos".

"7.º - Lendo-se as observações, vê-se que tivemos casos que apresentaram os sintomas de uma infecção: febre, calafrios, vómitos, como na observação 10, na qual chegamos quasi a crer, que haviamos reproduzido a "rinite atrófica ozenosa", suposição esta que durou poucos dias, pois tudo se normalisou rapidamente.

Esses casos alarmantes foram de pouca duração, o que prova que conseguimos provocar uma infecção local, com repercussão sobre o estado geral, mas sem perigo sob o ponto de vista "quod ad vitam", e sem consequências desagradaveis para as pessoas que se sujeitaram às pesquisas. Resulta tambem uma outra conclusão os micróbios pressupostos ozenosos não são específicos para a ozena.

"8.º - Quanto ao contágio, nada se pode dizer, pois não se admite que um lenço, um cão, um gato ou mesmo a cohabitação, sob o mesmo teto, sejam melhores propagadores que os tampões ou inoculações diretamente introduzidas na mucosa das fossas nasais, com micróbios de crostas ozenosas ou culturas puras feitas com estes micróbios".

"9.º - Para evitar discussões sobre o conteudo das crostas, identificamos os germes em quasi todos os casos, e para evitar objeções, inoculamos culturas puras, com micróbios ozenógenos; com resultados negativos".
"10.º - Nossos doentes foram observados regularmente todos os dias, no começo, e depois cada semana, durante quasi um ano".

"11.º - Concluindo, podemos afirmar, como na nossa primeira comunicação, que experimentalmente não conseguimos reproduzir a doença do homem à cobaia, ao macaco, nem de homem para homem".

Nossa dedução é que : a ozena dita essenciêl não é uma doença de natureza microbiana, nem contagiosa e somos partidários da opinião de ser esta doença uma neurite da pituitária.

Os dados abaixo, de nossas observações pessoais, corroboram as asserções dos articulistas, que tão minuciosamente estudaram a questão do contágio.





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