Versão Inglês

Ano:  1953  Vol. 21   Ed. 6  - Novembro - Dezembro - ()

Seção: Revista das Revistas

Páginas: 228 a 230

 

Revista das Revistas

Autor(es): -

W. E. HECK - W. J. LYNCH - H. L. GRAVES - "Uma comparação controlada, da toxidez do oitavo par por estreptomicina e dihidroestreptomicina". Annals of O.R.L. - v. 62 - 101-106 - Março de 1953.

Os AA. estudaram em 68 pacientes tuberculosos as toxicidades comparativas da streptomicina e da dihidroestreptomicina, para os aparelhos coclear e vestibular. Cada paciente recebeu uma grama diaria do medicamento, durante 120 dias; concomitantemente foi usado 8 a 12 gramas diarias de acido paraminosalicilico.

De 34 pacientes com dihidrostreptomicina, 2 tiveram manifestações vestibulares leves, e 5 tíveram disturbio coclear.

Dos 34 casos com streptomicina 6 apresentaram disturbios somente vestibulares.

Do trabalho feito conclui-se chie quando existe neurotoxicidade, ha predileção da dehidrostreptomicina para a coclea e da streptomicina para o vestibulo.

Os disturbios vestibulares são reversiveis, pela suspensão da droga, enquanto os disturbios cocleares são progressivos mesmo quando suspende-se o medicamento, e parecem ser irreversiveis.

ANTONIO CORRÊA

J. RICHIER - J. MERCIER - "O extrato da Aspergillus fumigatus em aplicações locais no tratamento da rinites". - Seu emprego pelo metodo de Proetz no tratamento das sinusites - Les Annales D'Otorrinolarryngologie - tomo 70-1-20 - 1953.

O extrato total de Aspergillus fumigatus (aspergilina) em solução isotonica, foi utilizada no tratamento local das rinites e certas sinusites, sob tecnicas diversas, permitindo resultados que o indicam como medicação adequada para essas infecções da especialidade.

Nas rinites agudas (72 casos) e cronicas (78 casos) do tipo catarral do adulto, as instilações em posição lateral e cabeça baixa, de unta ampola de aspergilina em cada fossa nasal, parecem ser superiores a pulverizações.

A tecnica com aerosol foi reservada para os casos mais rebeldes (8 casos). Lembram os AA. que os casos de rinite em que haja comprometimento sinusal, processos hipertróficos das conchas, desvio do septo ou processos alérgicos não são considerados naqueles resultados.

As rinites cronicas de infancia reagem de modo muito favoravel as instilações de Aspergilina, quando associadas ao tratamento geral a base de enxofre e vitaminas.

Nas sinusites em que o metodo de deslocamento de Proetz, tem mais indicação, a solução de aspergilina, está sendo usada há 5 anos com resultados superiores a outras soluções antiseptiras.

A sua ação é energica e rapida sobre a flora microbiana, e não irrita a pituitaria. Os resultados obtidos foram os seguintes:

a) Sinusites posteriores: 840 casos. Curados entre 4 e 8 sessões: 788 casos, sem outro tratamento.

b) Etmoidites isoladas: 210 casos. Curados 202 casos. Com vacinoterapia associada - 97 casos. Sem vacinoterapia associada - 105 casos.

c) Etmoidites mais sinusites maxilares: 315 casos. Curados 297. Com aspergilina - em deslocamento: 71 casos. Com aspergilina em deslocamento mais vacinoterapia : 96 casos. Com aspergilina em deslocamento mais punção maxilar 130 casos.

d) Etmoidite da infancia: - 72 casos. Curados 58 casos. Curados com aspergilima - 26 casos. Com aspergilina mais vacinoterapia - 32 casos.

As falhas de terapeutica dependem de alterações estruturais necessitando cirurgia, ou perturbações gerais ou sistemicas que precisam ser corrigidas.

ANTONIO CORRÊA

CORDARO, F. Ch. - "Lupus nasal e estreptomicina" - Rev. de ORL. Vol. X 11, n.º l, Abril 1952, Santiago do Chile.

O A. apresenta 4 casos de doentes com lupus nasal tratados pela Dihidroestreptomicina, administrando 1 grama diariamente, repartida em três partes iguais e fazendo uma injeção intramuscular cada 8 horas, até completar 7 a 8 semanas de tratamento.

O diagnostico clinico foi confirmado previamente pelo exame histologico do tecido lesado. Nenhum dos 4 doentes apresentava tuberculóse de outros orgãos, comprovado por cuidadoso exame bronco-pulmonar, clinico e radiologico.

Dos 4 doentes, 3 com lesões mais antigas e extensas, dois receberam 50 gramas, e um, 60 gramas desse antibiotico, conseguiram uma recuperação total das lesões, tanto macroscopica como histologicamente, que se mantem ha já dois anos. A cicatrisação é uniforme, e nas mucosas não ha mais vestigio de granulação ou ulceração. A péle deslisa livremente sobre o plano cartilaginoso; na cartilagem, a cicatriz ação está seguindo a morfologia inicial e seus bordos se recobrem de tecido liso, tenue e esbranquiçado. No 4.º doente, Houve recidiva das lesões 8 meses após a terminação do tratamento com 50 gramas de Dehidroestreptomicina, ou seja 7 semanas de tratamento; mas convem assinalar que foi o unico paciente que havia recebido anteriormente esse antibiotico (20 gramas 7 meses antes), o que faz supor a presença de germes estreptomicina resistentes.

Quanto a influencia da droga sobre o VIII.º par, notou o A., em 3 casos, uma melhoria da excitabilidade vestibular ao estimulo calorico, em vestibulos com excitabilidade minima ao iniciar-se o tratamento; em 2 dos doentes, houve tambem melhoria da hipoacusia notada antes do tratamento. Portanto, não houve ação maléfica sobre esse nervo.

Conclue o A. que a Dehidroestreptomicina atúa de forma brilhante sobre a tuberculóse cutaneo-mucosa das fossas nasais. Em doses de 50 a 60 gramas, em tratamento ininterrupto de 7 a 8 semanas, parecem ser suficientes para controlar as lesões, mesmo em casos antigos e avançados. As manifestações gerais de toxemia tuberculosa são favoravelmente influenciadas ou suprimidas. Os antigos tratamentos causticos e eletricos (eletrocoagulação) mutiladores, devem ser banidos da pratica diaria.

H. CORDEIRO

PENN, S. E. - "Controle da dôr após tonsilectomía" - (Arch. of Otolar. Vol. 56 n.º 1, julho 1452, Chicago).

O A. preconisa o emprego do anestesico Efocaine logo após o término da amigdalectomia, afim de evitar as dores post-operatorias, durante um periodo de 5 a 6 dias, que é o tempo que dura a ação anestesiante dessa droga. Para conseguir isso, injeta o A., (depois de terminada a intervenção), 1 a 1,5 cc, da solução de Efocaine nos pilares anteriores e posteriores. As injeções devem ser feitas submucosamente, em varios pontos dos pilares, tendo o cuidado de não fazer uma infiltração muito superficial. Como o anestésico é vaso-dilatador, as lojas amigdalianas devem estar bem "sêcas", isto é, sem vaso algum sangrando.

A solução de Efocaine apresenta em suspensão inumeras particulas finamente cristalisadas, particulas essas que ficam incrustadas nos tecidos injetados, formando um deposito anestesico, que é absorvido lenta e continuadamente, fazendo assim prolongar a anestesia local por mais de uma semana.

Estudos histopatologicos praticados, demonstraram que não havia reação inflamatoria provocada por esses cristais, nem encapsulação e nem neuro-degeneração. Essa pratica anestesica é limito usada nas intervenções ano-retais.

Afirma o A. que os resultados obtidos são surpreendentes, pois a anestesia local durante 5 a 6 dias, elimina completamente a deglutição dolorosa, bem como as otalgias de origem reflexa, sentindo-se o paciente bem, sem dôr, alimentando-se normalmente até o fim da convalescença.

O A. apresenta observações de 45 casos, sendo 37 crianças e 8 adultos, nos quais essa anestesia de demora deu otimos resultados, não tendo Havido em nenhum deles hemorragia posterior ou outro qualquer acidente.

H. CORDEIRO

Imprimir:

BJORL

 

 

 

 

Voltar Voltar      Topo Topo

 

GN1
All rights reserved - 1933 / 2019 © - Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial