Versão Inglês

Ano:  1985  Vol. 51   Ed. 3  - Julho - Setembro - ()

Seção: Síntese

Páginas: 46 a 46

 

ENDOLYMPHATIC FISTULIZATION. Austin, D.F. - Ann. OtoL RhinoL & LaryngoL, 93:1984.

Autor(es): Roberto Martinho da Rocha

Austin refere-se à sua experiência com vários métodos de tratamento cirúrgico da doença de Ménière, destacando que a indicação cirúrgica para,o saco endolinfático depende de permeabilidade do aqueduto do vestíbulo, o qual é visto em cortes tomográficos. O exame do aqueduto do vestíbulo deve ser realizado em todos os casos de candidatos à intervenção cirúrgica e Austin se reporta ao padrão técnico e interpretação radiológica de Valvassori, a quem recorre.

Õ trabalho resume sua experiência da drenagem do saco endolinfático pela via da mastóide, desde 1964. Inicialmente vinha procurando criar uma fístula permanente com um clip de teflon e depois de metal, adaptado na parede do saco aberto. Seus resultados foram similares ao dó shunt subaracnóideo. Revisões se faziam necessárias, especialmente quando havia evidência de obstrução do aqueduto do vestíbulo.

Presentemente utiliza drenagem continua com a colocação de um tubo capilar de plástico, com múltiplos orifícios, circundado por esponja de polietileno poroso.
Na técnica atual o saco é aberto e o dreno é introduzido profundamente na sua luz,
mantido em posição por um clip metálico ancorado na parede do saco. Chama atenção para o cuidado para com o canal semicircular posterior, cuja abertura acidental provoca surdez.

Sua observação é de 43 pacientes operados com o novo dreno. O índice de sucessos é de 80% nos casos em que o ducto estava patente, contra 50% em que não foi possível identificar o ducto radiologicamente.

Conclui indicando a correlação existente entre o diagnóstico clínico da doença de Ménière e os achados no estudo tomográfico do aqueduto do vestíbulo. Acrescenta que quando o aqueduto está obliterado ou não é visível radiologicamente, o resultado cirúrgico não é bom. Termina recomendando o dreno capilar como meio mais adequado para obter fistulização endolinfática.

Imprimir:

BJORL

 

 

 

 

Voltar Voltar      Topo Topo

 

GN1
All rights reserved - 1933 / 2021 © - Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial