Versão Inglês

Ano:  1986  Vol. 52   Ed. 4  - Outubro - Novembro - ()

Seção: Síntese

Páginas: 36 a 37

 

IS NO TREATMENT GOOD TREATMENT IN THE MANAGEMENT OF ACOUSTIC NEUROMAS IN THE ELDERLY?

Autor(es): Roberto Martinho da Rocha

IS NO TREATMENT GOOD TREATMENT IN THE MANAGEMENT OF ACOUSTIC NEUROMAS IN THE ELDERLY? Nedmlski, J. M.; Canter, R. J.;

Kessel, E. E.; Rowed, D. W. and Tator, C H. -
Laryngoscope, 96:825 (August), 1986.

Os autores discutem a conveniência de não operar pacientes de certa idade portadores de neuroma do nervo acústico.

Nos últimos 30 anos a mortalidade e a morbidade na remoção de neuromas do acústico reduziram-se acentuadamente. Complicações ainda ocorrem, a ponto de a cirurgia ser encarada com cautela. Lesão do nervo facial é a complicação mais comum. Lesão de nervos adjacentes, particularmente do trigêmeo, pode ocorrer em tumores maiores. Complicações muito mais graves, como lesão irreversível do tronco cerebral, ocorrem de vez em quando, mesmo em mãos de cirurgiões experientes. Tais complicações são difíceis de serem admitidas para pacientes cuja única manifestação pré-operatória era surdez unilateral. Tudo isso, ao lado do fato de esses tumores terem crescimento lento, tem encorajado cirurgiões a omitirem a indicação cirúrgica no paciente idoso, comparando os riscos da intervenção com o lento e gradual aumento do tumor nos anos de vida que restam.

Assim, pacientes com mais de 65 anos, sem evidência clínica ou radiológica de compressão do tronco cerebral, são examinados a cada seis meses ou a cada ano clinicamente e com tomografia computadorizada. Outros, entre 60 e 65 anos, são incluídos nesse grupo se há outros problemas de saúde.

Foram atendidos 228 casos de tumores do acústico entre 1974 e 1985, no Departamento de ORL, Radiologia e Neurocirurgia do Sunnybrook Medical Center, em Toronto, Canadá. Vinte e três com mais de 60 anos não foram tratados, sendo 13 apenas levando em conta a idade, seis com outros problemas clínicos associados, três por recusa dos pacientes e um por ter audição só do lado do tumor. No acompanhamento, de 17 casos que não tiveram tratamento, 11 estão vivos, apenas com surdez unilateral. Três estão vivos com sintomas adicionais de moderada instabilidade (dois) e redução da sensibilidade da córnea (um). Um paciente morreu de outra causa sem relação com o tumor. Cinco foram operados, com colocação de dreno (shunt) ventriculoperitoneal, por terem sinais de hidrocefalia. Dois, incluindo um que recebeu shunt, submeteram-se à remoção parcial do tumor. Outro morreu anos depois da colocação do shunt, de doença coronariana.

Poucos trabalhos recentes cuidam do problema do neuroma não tratado em geral e particularmente do paciente idoso. Na medida do crescimento dos tumores, a média foi de 0,2cm por ano em casos não tratados.

Em conclusão: parece razoável não tratar cirurgicamente pacientes idosos com neuroma do acústico, especialmente quando têm outros problemas de saúde. No caso de não operar, é importante o acompanhamento desses pacientes, clínica e radiologicamente, pois mesmo sabendo do crescimento lento da lesão, não se pode antecipar com certeza a marcha evolutiva de todos os casos.

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